Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

entre a casa e a fonte

 

Entre a casa e a fonte, havia o céu. Que se dizia na penitência da areia. Nos pés enterrados na firmeza do conseguir. Iam com a mesma crença com que chevagam. Apenas mais quentes. Entre a casa e a sede, existia uma fonte. Que se afirmava na cristalina frescura da água. Na veneração da vida. Todos os dias. Enquanto o Sol se demorou por ali. Murchou o orvalho, secaram-se os olhos. A fonte morreu. Mas tiveram que arrombar a distância que vai do nascer ao pôr-do-sol. Permanece a paisagem. Num desenho inigualável que guardo para mim. E um vento fresco e luminoso bate-me no rosto. Uma doce melopeia voluteia na serenidade do dia. Uma concertina dedobra-se na repetição dos acordes. Abro-lhe a porta. E tenho tudo. Outra vez. Sempre que a sede se incendiar na minha boca.

 


4 comentários:
De Alexandra a 11 de Outubro de 2010 às 01:44
Voltei, Paola, e vim deixar um beijinho...
E adorei os textos, como sempre!


De jabeiteslp a 24 de Dezembro de 2010 às 14:37
olá
bom e feliz Natal
em paz e alegria
e muito amor tambem

feliz NatalImage


De umbreveolhar a 24 de Dezembro de 2010 às 15:55
Olá Paola,

Nunça esqueço a nossa Amizade virtual! Sou fiel às Amizades, Lidia Silva
Desejo que tenhas um Natal Feliz assim como para a Família.
Retomei o ritmo dos Blogs e por isso voltarei brevemente com a Amizade de sempre!
Que o Novo Ano te traga a realização de todos os teus desejos.
Saudações Natalícias,
Carlos Alberto Borges

 


De Nilson Barcelli a 24 de Dezembro de 2010 às 16:07

Querida amiga, estejas onde estiveres, desejo-te um Natal muito feliz.
Beijos.


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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape "Douce l'éternité qui coule des fontaines/ Au printemps quand le vent dissipe les brouillards/ Douce la porte ouverte à l'ombre du grand chêne/ Et douce son odeur dans la soie d'un foulard."

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