Sábado, 10 de Novembro de 2012

Nós [eu nunca te pedi cordas azuis]

Eu nunca te pedi facilidades. Nos teus olhos dispus as imagens que moravam no meu corpo. Às tuas mãos atei  amarras de fibras trançadas de sol.

Na tua mão direita, lembras-te, erguiam-se cordas libertas da admiração. E o rio dançava musicatas azuis. Enquanto nos teus olhos passavam alegres composições verdes. A gente cantarolava ao som do violino que entrelaçava acordes perfeitos. Numa tensão afinada.

 Agora eu sei que o tempo enferruja o equilíbrio. E que os nós se agarram às cordas. E obrigam a habilidades de coordenação rítmica dos dedos. Cadenciada e com intervalos regulares.

Mas eu não sei como se desatam os nós. Nem tocar sem que um beijo se solte num sopro de sonoridades irrepreensíveis.




[fotografia de Hugo Colares Pinto]





3 comentários:
De jabeiteslp a 10 de Novembro de 2012 às 22:11

Ao amor...sempre em flor...Image

umbelo e grande fim de semana feliz...Image


De Paola a 10 de Novembro de 2012 às 22:39
E não é o amor um lugar estranho e mágico?

Bom fim de semana.

BjoImage


De jabeiteslp a 11 de Novembro de 2012 às 00:15

de grande magia...Image


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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape "Douce l'éternité qui coule des fontaines/ Au printemps quand le vent dissipe les brouillards/ Douce la porte ouverte à l'ombre du grand chêne/ Et douce son odeur dans la soie d'un foulard."

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