Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Empedrar [história arrecadada no verde da pedraria]

 Quando na ignorância do arco-íris estuda a simpatia das cores, sente-se assim. Branca e preta. Preta e branca. Não se importa com a imperfeição da estrada. Nem com a geometria poeirenta do empedrado. E nota que as pedras que ali faltam são precisas à ladeira.

 

Quando, nas pedras da calçada, ele tropeça no seu olhar, ela roga-lhe que feche a porta. As janelas. Que cubra o telhado de gélido frio e que passe paralelamente à beira do pavimento. Ou então, erga um muro. Mas do lado de lá. Antes que elas comecem a afundar-se…

 

Quando ela olha as pedras da calçada, vê o verde da pedraria e escorrega pelo corte irregular do calcário. A preto e branco.

 

 

 [imagem da internet]

 


5 comentários:
De Graça a 21 de Maio de 2009 às 22:01
Neste matizar a preto e branco, prefiro o olhar dela... tem verde...


E quanto às pedras da calçada... estou a ouvir Xutos, já sabes :))... "essa pedra que ontem era livre, hoje é da calçada"... gosto destes versos!

Beijos meus, pois claro


De Paola a 21 de Maio de 2009 às 22:05
Não tem!!!!! Também gosto... até as pedras já foram livres...

Beijo no abraço de sempre.


De jabeiteslp a 22 de Maio de 2009 às 15:42

subtilezas de amor
nesse teu olhar
assim subtil e de tanta cor...

beijinho
e um bom e feliz fim de semana


De Paola a 22 de Maio de 2009 às 20:33
Subtilezas... da cor.

Bom fim de semana.
Beijinhos


De jabeiteslp a 22 de Maio de 2009 às 21:40

ma desse teu olhar
de infinito mulher
posso confessar....



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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]
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