Sábado, 23 de Maio de 2009

Sonhar [acordei cedo.muito.tanto]

 

Sonhei na quietude do meu sono. Acendi a luz, para o olhar nos olhos. Envolvê-lo nos meus braços desnudados. Ri. Tanto. Tanto. Muito. As gargalhadas rebolaram pelo chão do desfalecimento, redizendo estouros da insana ambição. Naquele instante, percebi que as minhas mãos desapareceram… e arrependi-me de ter acordado sem vontade de acordar. Só o queria ter… Abraçar os seus pés e caminhar neles.

 

Agora, apenas me recordo de metade. De quase pouco. Lembro-me de tudo. Tanto. Tanto. Muito. E no leito do meu rio, as ondas desarranjam-se em soluços remexidos. Aqui. Lá longe. Na claridade do Céu. Azul.

 

Que ave foi aquela... cúmplice, carinhosa, companheira, espontânea... que adoçado trinado motivou a cobiça dos ventos e afrontou os trovões? Que ave foi aquela que não ultimou, no seu sono, o sonho que esvoaçou? Aquela foi a ave que o meu sono acordou… e que em tempos discursou sobre a fragilidade das multidões.Tudo passa.Tudo passa. Tudo passa... Aquela foi a ave que o meu ombro serenou..

 

(fotografia de Paulo Santos)

 

 


7 comentários:
De jabeiteslp a 23 de Maio de 2009 às 14:57

as aves do tempo
sempre nas brisas de um sono de alento...

ao acordar tens cinco segundos
de um sonho relembrar
ficará
não mais apagará...

beijinho da Covilhã
um bom fim de semana


De Paola a 23 de Maio de 2009 às 16:47
... e esse sonho que eu tive
a ave que meus sonhos tomba
para sempre canta e vive
acompanha-me tal sombra...

Beijinho para ti.


De jabeiteslp a 23 de Maio de 2009 às 17:56

beijinho


De Paola a 23 de Maio de 2009 às 18:02
Bm fim de semana.


De Jorge Soares a 23 de Maio de 2009 às 22:30
De vez em quando das-me a volta.... leio e releio... volto a ler....

Um beijinho e continuação de bom fim de semana
Jorge


De Paola a 23 de Maio de 2009 às 22:35
Não dou nada!!! Afinal, falo de uma "ave" que me orientou no caminho, como pode... até poder..... o meu pai!

Beijinhos


De Rosa Maria a 25 de Maio de 2009 às 01:58
Gosto das contradições!
Uma não existe sem a outra!


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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]
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