Terça-feira, 2 de Junho de 2009

navegar [por mares de aflitas amarras]

 

fotografia de João Palmela

 

… porque a importância é importante, não a desminto. Antes, velejo por mares quebrados. E, ao longe, vejo a reconciliação de proficientes caravelas. Na proa, os marinheiros exauridos lambem o sal dos abalroados namoricos… e desamarram as amarras com as pontas dos dedos. Desatando frutos. Tecendo nós.

 


11 comentários:
De Jorge Soares a 2 de Junho de 2009 às 23:03
Navegar..navegar.. À vista ou por instrumentos... o que é preciso é navegar...ir e não ficar.... seguir a vida...seguir o mundo.. se não pararmos, mais tarde ou mais cedo..ele segue-nos a nós.

Beijinho



De Paola a 2 de Junho de 2009 às 23:06
... e namorar, meu amigo. Consta que os marinheiros eram mocinhos muito namoradeiros...

Beijinhos


De Jorge Soares a 2 de Junho de 2009 às 23:14
... uma noiva em cada porto... especialistas em nós como os da fantástica fotografia do João...e especialistas a fugir a outros nós... hummmm quase que os consigo invejar.




De Paola a 4 de Junho de 2009 às 00:25
... e depois metiam-se em desatinos... por causa dos nós!!!! E tantos nós que damos... e que não desatamos....

Beijinhos


De jabeiteslp a 4 de Junho de 2009 às 00:16
tecendo nós
desatando frutos de palavras
sempre por ti encontrada...

beijinho




De Paola a 4 de Junho de 2009 às 00:22
Parece que sim... que atavam e desatavam nós em cada porto... até ao nó último... já em casa...

Beijinho


De jabeiteslp a 4 de Junho de 2009 às 14:44

atroz fim de caravela encalhada...

brinco...



De Paola a 4 de Junho de 2009 às 15:13
...talvez...antes de um nó atar, outro se deve desatar, não?

Jinhos


De jabeiteslp a 4 de Junho de 2009 às 16:20
em princípio sim

joca


De Graça a 4 de Junho de 2009 às 18:34
Marinheiros exauridos... a lamber o sal...

bem, bem, gostei da imagem :).

Um beijo num sorriso


De Paola a 4 de Junho de 2009 às 18:57
Lamberam-se... na hora da despedida. Emproados das conquistas... Lamberam-se salgadamente satisfeitos na chegada... na partida...

Beijo abraçado.


Comentar post

Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape "Douce l'éternité qui coule des fontaines/ Au printemps quand le vent dissipe les brouillards/ Douce la porte ouverte à l'ombre du grand chêne/ Et douce son odeur dans la soie d'un foulard."

pontos recentes

Ontem [Como se fosse já]

Desacerto [desabafo de um...

A outra margem [restauro ...

Oportunidade

Palavras pequeninas [E cr...

O rio

Sardinheiras

No lado contrário

Gola de laço

A conversa das canções [a...

Convento de Jesus [no tem...

Água do rio

Pelo caminho [as cegonhas...

No tacho [da minha infân...

Memória

RSS

outros pontos

Admiro-me... só por olhar!

Locations of visitors to this page

Pesquisar neste blog

 

Abril 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


blogs SAPO

últimos comentários

A "fonte" é dada a narrativas extraordinárias...
Pois é...
Sabes uma coisa "pequenina"? Continuas a escrever ...
Por vezes, é assim...
Escrita poética Gostei.
Pois, sabe bem ler as tuas palavras... saudade.
Que lindo!! Como sempre, uma escrita deliciosa...U...
Bela e feliz noite de Natal Bonita
Pena que um piropo teu...não seja um bom diaaqui ...