Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

beijar [como o mar beija a areia]

Fez-me o sol a vontade de me levar até aquele dia. Exactamente aquele em que me enlaçaste na fome da luz. Na cobiça do vento. Depois, lembras-te? Os teus olhos nublaram-se. Eu vi… Nuvens escarlate aqueceram-nos as bocas num beijo que brotou ali. Floresceu no sabor a frutos de delírio que estendias na areia. Recusaste a toalha… e estendeste os nossos corpos no areal, não foi?
 

O beijo ficou por lá... E foi um beijo tão sumarento que nos amámos sem fim. Ao fundo, num plano exaltado, a paixão desmoronou-se no mar. Deitou-se sobre a areia escaldante. Nua. Sua. E deixou-se levar. Enrolaram-se na boca faminta de um grande amor.

 

Hoje, meu amor, sentei-me naquele lugar… E foi lá que me pus a procurar. O mar estremeceu na areia e guardou os beijos que naquele dia fundeámos. Até os penhascos suaram nos resquícios do calor… E eu desejei ter ali um espelho… com medo do mar.

 

 


4 comentários:
De Graça a 14 de Julho de 2009 às 00:48
Ai, quando o bramir do mar espraia a saudade de amar...


Um texto despedido de metáforas e imagens, vestido de sentires e recordações.


Também eu tive uma praia... hoje? só gosto do mar!




Beijo muito meu


De Paola a 14 de Julho de 2009 às 08:56
... por tanto... persisto neste amor... vou amar o mar... para sempre...

Beijo abraçado.


De Graça a 14 de Julho de 2009 às 00:57

E venho do Versos... mas não consigo escrever naquela caixa, que me tira do sério!!! :((


Beijo meu


De Paola a 14 de Julho de 2009 às 08:56
Ai, amiga minha, devem ser ares minhotos...

Beijo abraçado.


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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]
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