Domingo, 26 de Julho de 2009

fechar [na gaiola da vida]

 

de Coucelo

 

 

A porta encerrou-se na intransigência da fechadura. Na simetria do recolhimento, a passagem imobilizou-se no pensar… no anseio de voar. De ser saída para passos de arestas arredondadas. Sem receio do frio que estava na rua…

 

Na ombreira deste sonhar, a porta depressa entendeu que os pardais não têm a chave do telhado… sendo pássaro na gaiola da casa

 

 

 

 


6 comentários:
De Graça a 26 de Julho de 2009 às 16:25
"Na ombreira deste sonhar..." é uma frase muito expressiva... Também eu gosto de portas, para as abrir, para as fechar... mas nunca à chave :)... e a janela está sempre aberta. [A casa da minha bisavó tinha um batente como o da foto... nunca usei, o postigo estava sempre aberto. Alentejanices!]




Beijo meu, hoje, rapidamente, "itinerei" por aqui. 


De Paola a 26 de Julho de 2009 às 16:50
... há portas de abrir e de fechar... mas magoam as portas fechadas... já não há postigos abertos no limiar da saída... ou da entrada... predominam as portas blindadas... à prova de "palavras itinerantes"...

Beijo. Abraçado. Assim.


De jabeiteslp a 26 de Julho de 2009 às 19:56

mas na gaiola da casa
é muito chato
tu já pensas-te nos pobrezinhos sem liberdade?
podem as gaiolas ser douradas
mas pouco amadas...

beijinhos
um resto de bom e feliz domingo...


De Paola a 26 de Julho de 2009 às 20:00
... as gaiolas douradas são algemas alindadas... e as portas estão fechadas em casa...

Beijinho


De Nilson Barcelli a 27 de Julho de 2009 às 18:47
Não gosto de portas fechadas...
Prefiro-as abertas ou, no máximo, entreabertas.
Mesmo com o risco de escorregar, também prefiro a liberdade dos telhados.
Belo texto poético querida amiga. Gostei, como é óbvio.
Boa semana, beijo.


De Paola a 27 de Julho de 2009 às 19:01
... mas as portas que se abrem também se fecham... ficando prisioneiras de uma casa qualquer... e, talvez por isso, é que elas invejam o saltitar dos pardais...

Boa semana.
Beijo amigo.


Comentar post

Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape "Douce l'éternité qui coule des fontaines/ Au printemps quand le vent dissipe les brouillards/ Douce la porte ouverte à l'ombre du grand chêne/ Et douce son odeur dans la soie d'un foulard."

pontos recentes

Ontem [Como se fosse já]

Desacerto [desabafo de um...

A outra margem [restauro ...

Oportunidade

Palavras pequeninas [E cr...

O rio

Sardinheiras

No lado contrário

Gola de laço

A conversa das canções [a...

Convento de Jesus [no tem...

Água do rio

Pelo caminho [as cegonhas...

No tacho [da minha infân...

Memória

RSS

outros pontos

Admiro-me... só por olhar!

Locations of visitors to this page

Pesquisar neste blog

 

Abril 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


blogs SAPO

últimos comentários

A "fonte" é dada a narrativas extraordinárias...
Pois é...
Sabes uma coisa "pequenina"? Continuas a escrever ...
Por vezes, é assim...
Escrita poética Gostei.
Pois, sabe bem ler as tuas palavras... saudade.
Que lindo!! Como sempre, uma escrita deliciosa...U...
Bela e feliz noite de Natal Bonita
Pena que um piropo teu...não seja um bom diaaqui ...