Terça-feira, 2 de Junho de 2015

Corpos [na ilusão da cor]

 

Ensina-me a descobrir as cores e vamos ser caleidoscópio. Alterar o padrão, transformar a sombra. Sejamos horizonte. Céu e terra. E sintetizemos os nossos corpos. Tudo numa cor. Única. Suave e essencial. Vem! Toma a minha mão. Faz desenhos com elas. Pinta-me e descobre-me no calor do deserto. Ao sol. Vem! E percebe-me na nudez das minhas palavras. Abrevia as aparências. Mas vem pintado de fresco. Porque não sei de ti.

 


Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape "Douce l'éternité qui coule des fontaines/ Au printemps quand le vent dissipe les brouillards/ Douce la porte ouverte à l'ombre du grand chêne/ Et douce son odeur dans la soie d'un foulard."

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