Sábado, 3 de Novembro de 2012

As pérolas [que fazem parte da minha paisagem]

Um pescador de passados, um papel e a paisagem. A ponte e a passagem. O palácio, as portas e as paliçadas de pálidas proteções. Pergunto pelos perdões e percorro pecados. E parto para próximo dos pedaços, porém com paisagens permaneço. Com paisagens me perco. Com paisagens me pinto. E pernoito. Nas paisagens me sinto e nelas me pacifico. E pinto papoilas na possibilidade pálida da planície. Um preâmbulo protetor.

 

Oh, pescador de passados, passa o poema que a poesia proclamou. Um pardal, uma ponte e um piano. Um projeto e um prazo. Pés de percetíveis pérolas que percorrem a minha paisagem.


[Fotografia de Vasco Ribeiro]




Escrito por Paola às 22:50
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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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