Sábado, 10 de Maio de 2008

pelo sábado - sem arroz-doce

i   o

a welwitschia mirabilis, deserto de Namibe

(fotos de Lava Flow)

 

Não fui à D. Perpétua, logo não comi arroz-doce. Sozinha, não me apeteceu. Hoje não é Sábado. Antes um  deserto chamado Namibe. Ela foi desenterrar memórias. Provavelmente de tempos e de espaços que não existem mais. Nem aqui nem lá. Sobrevivem na cabeça dela. Por isso foi. Por teimosia!

 

Fui ao mercado feito farrapos. Gritos de comerciantes desesperados com a chuva e o com o vento. Lonas com asas de albatroz e barrigas de água. Intempéries que fogem ao fisco. Que não pagam impostos, num país mendigo. De tanga, confirmam, outros. Pano que em Angola protege as pessoas do ventre às coxas, aqui nem o umbigo. Convenhamos que num dia pardo, apaladado por chuvadas vindas daí, é veste muito reduzida. Incompetente para esconder quaisquer perturbações atmosféricas. Anacronias persistentes que exasperavam os feirantes. O reino de Portugal, também. Como diz a Nela que é uma rapariga dada a histórias...

 

Eu não comi o arroz-doce da D. Perpétua, mas fui ao mercado... e lembrei-me de um amor que outrora foi meu.

 

Pour toi mon amour

Je suis allé au marché aux oiseaux
Et j'ai acheté des oiseaux
Pour toi
Mon amour
Je suis allé au marché aux fleurs
Et j'ai acheté des fleurs
Pour toi
Mon amour
Je suis allé au marché à la ferraille
Et j'ai acheté des chaînes
De lourdes chaînes
Pour toi
Mon amour
Et je suis allé au marché aux esclaves
Et je t'ai cherchée
Mais je ne t'ai pas trouvée
Mon amour
                  

Jacques Prévert                       

 

(Fotografia de )

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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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