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ponto de admiração

ponto de admiração

13
Jun15

No tacho [da minha infância e adolescência]

Paola

cara.jpg

Gosto de caracóis. Porque têm cara. Colo e muito sol. E com eles chega as mãos da minha mãe. Que persistência ela punha para que os meus fossem os mais penteados e arrumados da sala. Depois, ao domingo, saímos em fila pelo carreiro das salinas. Regressávamos a casa. E era o meu pai que os preparava. Nós comíamo-los num abraço profundo. Eu sei que não devia. Talvez, nem tenho bem a certeza. Isto de comer animais dita apreciações divergentes. Confesso que não tenho culpa que a palavra me encha a boca de orégãos. Muito menos que os bichos não revelem habilidades físicas excecionais e que fiquem rapidamente afastados de qualquer êxito desportivo. Incautos e ingénuos  acreditam que o Sol nasce para todos. Quem lhes terá dito que deveriam pôr os "cornos" ao abrigo do dito? Não é um assunto pacífico. Não é... E os caracóis têm cornos? Apêndices, antenas... Vai dar no mesmo. E são ranhosos!
Um pires de caracóis com duas cervejas, por favor.

 

(Foto da Internet)

13
Jun15

Memória

Paola

Melita.JPG

Penso em ti. Sem me inquietar como o meu corpo. É ele que se afasta de mim. Ficaram as nódoas de uma dor dividida. Até ao momento em que o Sol não dure até ao final do dia. E os pássaros tenham esquecido a letra da canção. A mesma que nos entendia de cor e trauteávamos junto ao rio… Como se abril fosse um porto de abrigo. No concreto de um abraço. Na agitação do beijo. Agora, eu anoiteço na suavidade das minhas memórias. Entre as estrelas e o céu. As papoilas e o vento, há raízes que se agarram ao chão.

 

 

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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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