Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

re-nascer

quando nasci não percebi o rio do meu nascer 

 

 

Em Abril __________ rasguei o ventre da minha mãe ___________ surgi nua de despudores ___________ para me saber no depois __________ aconchegada em lençóis de espuma que o rio bordou para mim __________ emergi de ternas tormentas __________________ amparou-me em mãos doces _________________ em Abril __________  ainda faltavam duas horas para o dia ser outro ___________ em Aprilis ilimitado no ressurgimento __________________ abri a boca a safras de admirações _____________ chorei alaridos de vida ____________ chegados ao outro lado da cidade ____________ nasci em Abril _________ quase ao pé do rio _________ não aconteceu nada no mundo quando eu nasci _________ tão-somente o sorriso dela desviou a Lua por estar a brilhar ______________ nasci em Abril __________ num luzente mês de carinhosas brisas espalhadas ____________________ sorria pelo Sul _____________ pelas papoilas escarlate _____________ com as azedas amarelas a baloiçar______________ hoje, não celebro o dia __________ antes a origem ____________ que naufragou antes do Inverno chegar_______________ porque navego por aqui _______ redemoinhando à tona da grandiosidade que me gerou __________ no seu rio ___________ em Abril.

 

 

[fotografia de Diego Sousa]

 

 

 


Escrito por Paola às 00:04
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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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