Terça-feira, 21 de Abril de 2009

arrefecer

navego num rio que não existe

 

 

 

Quando o meu rio me dava abraços escaldantes, marés de beijos quentes e espumas de mornas carícias... Quando o meu rio me amava na areia, enquanto o vento trinava cantilenas de amigo... eu não via que o azul da sua pele era mais azul que o azul que é azul... Tão quente!

 

Agora, que o meu rio navega longe do meu ver, o azul arrefeceu... e é, por isso, uma cor demasiado fria... Na temperatura do frio e do quente, o azul é a cor do chão do horizonte da minha pátria ... Tão quente!

 

 

 


7 comentários:
De Jorge Soares a 22 de Abril de 2009 às 22:35
Gosto das tuas fotografias... no dia a seguir o rio estava de novo azul.... são dias.

Beijinho
Jorge


De Paola a 22 de Abril de 2009 às 22:55
Jorge, a minha máquina é uma coisa de trazer na mala... de senhora!!! Coitadinha dela, tão pequenina! Mas gosto que ela me deixe espreitar... e que fixe o que eu vejo...

Beijinhos, amigo.


De jabeiteslp a 23 de Abril de 2009 às 00:06

sorte de um rio
de assim ser visto
por tão belos olhos
não resisto
de o dizer
assim simplesmente por ser
esse teu rio do teu olhar
amor de nunca parar...

beijinhos


De Paola a 23 de Abril de 2009 às 00:21
este rio que aqui vês
lavou os meus olhos
tanta vez...
e desenhou
indeléveis marcas
no meu corpo

Beijinhos




De jabeiteslp a 23 de Abril de 2009 às 14:23



De GMV a 23 de Abril de 2009 às 19:32
Ao ler-te, neste teu rio, lembrei-me de um provérbio chinês "O rio entrega todas as suas águas ao oceano e nem por isso vai vazio"... lembrei-me, só!


Um beijo meu, querida Paola


De Paola a 23 de Abril de 2009 às 20:13
Sábios, o provérbio... O meu rio dá-se por inteiro ao oceano que o recebe de braços abertos, ali mesmo... e só é rio porque o faz... é nesse mar largo que ele colhe todo o seu ser...

Beijo abraçado


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