Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Pairar [no negro espanto das andorinhas]

 

aguarela de jeroomady

 

 

 

 

Olho e vejo as andorinhas transtornadas. Vieram na ânsia da chegada. Largaram frios abafos e procuram abrigos quentes. O pão e um ninho de afectos.

 

Chegaram. Pelo bico largavam o espanto da sua voz deliciosa. As asas pranteavam o luto. O ardil das penas. E voavam insurreições cambaleadas. Círculos espavoridos.

 

As andorinhas vieram pela estrada do tempo. Pela calçada. E não  se conformam que lhes tenham devastado os ninhos.

 


11 comentários:
De Paola a 17 de Junho de 2009 às 22:54
São lindas, não são? Tadinhas, vieram de tão longe na esperança de um tempo melhor ... e tudo mudou. Até o tempo!!!!

Canta, amigo, canta...

Beijinho


De jabeiteslp a 17 de Junho de 2009 às 22:57



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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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