Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

vender [necrologia do ardina]

 

António Antunes Arquimedes Almeida. Abatido ardina alabardense. Amava avenidas, artérias, artes, artistas e artesãos. Ainda amplas amabilidades. Almocreves, asneiras e atractivos antibióticos. Acompanhava-o a almoçadeira amarela. Audaz apaixonado por automóveis. Arranjava-os e agachava-os no armário. Abreviaturas dos anseios da adolescência. Acompanhava os aborrecimentos dos artelhos. Andava.

 

Apressadamente, abandonou o apartamento. Arrancou alvoraçado. Antes, apontou para o analfabeto do Américo. Acusações amedrontadas. Asfixiadas. Arritmias alvoroçadas. Ambulância. O ardina acabou no asfalto. No atalho para o acabamento. Apagou-se o ardina que apregoava pelas artérias de Alabarda.

 

António Antunes Arquimedes Almeida apartou-se assim. O matutino foi acusado de alheamento. Animais. Achacosos. Agastados. Assanhados. Agressivos. Arreliados. Acanhados. Agasalhados. Abafados. Apertados. O ardina abrandou… apertado pelos automóveis! Ao menos um agradecimento… Há alturas assim!

 

[imagem da internet]

 

 


Escrito por Paola às 22:31
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De Emília a 11 de Setembro de 2009 às 05:23

Amanhã Amanhecerá e o Ardina Amável,  Ausente da Auto-estrada da Alma, Andará Ambiguamente por Avenidas Alverquenses, Ancestrais Abrigos de Ausentes/presentes.
Beijo  


De Paola a 11 de Setembro de 2009 às 12:18
Andará ambiguamente... arrefecido... ausente da ampla avenida...

BImageeijo, querida Emília.


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