Terça-feira, 21 de Abril de 2009

arrefecer

navego num rio que não existe

 

 

 

Quando o meu rio me dava abraços escaldantes, marés de beijos quentes e espumas de mornas carícias... Quando o meu rio me amava na areia, enquanto o vento trinava cantilenas de amigo... eu não via que o azul da sua pele era mais azul que o azul que é azul... Tão quente!

 

Agora, que o meu rio navega longe do meu ver, o azul arrefeceu... e é, por isso, uma cor demasiado fria... Na temperatura do frio e do quente, o azul é a cor do chão do horizonte da minha pátria ... Tão quente!

 

 

 


Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

pairar

ao longe há um rio

 

 

 

 

 

Daqui vejo um rio…  Imagino-o demorado e sinuoso. Atrapalhado na volúpia da foz. Vejo-o sossegado e domado. Só que não é o rio que alimenta o meu sangue.

 

O rio que não vislumbro daqui é mais azul. Oiço-lhe o cantar… saboreio-lhe o gosto de gostar. E deixo que ele me deslumbre… sinto-lhe o calor dos afectos a encharcar-me o corpo. As mãos ávidas de mim… e cedo aos seus queixumes.

 

As gaivotas do rio, que nem sei se existe, gritam desvarios em terra… e sempre que ouço uma gaivota a amaldiçoar o rio, pressinto que já não pairam gaivotas no rio que não vejo daqui…

 

O rio que não contemplo acontece. Bem ou mal, escorrendo pelos lençóis de fado deste leito ressequido… até ao dia em que lhe rasgarem as margens.

 

 

fotografia daqui

 


Domingo, 25 de Janeiro de 2009

percorrer

de Jorge Soares

  Setúbal, Convento de Jesus

 

 

 

 

Debruçada na janela que se esgaça em mim olho para o mar. Sem razão especial, apenas para ver o mar. E sempre que olho para o mar, é o rio que vejo a navegar. Serpenteia medos no percurso que o conduz, mas ousa olhar para trás. O rio corre na incapacidade de recuar e, decidido, confunde-se na vastidão do mar. O rio sabe que continua a ser rio. O oceano é que é o mar. Irmãos de sangue, devoram-se numa corrente contínua. No limite do abismo.
 
Olho e alegro-me por não o poder parar. Feliz por não o terem forçado a correr em linha recta. Porque não há rios iguais. De Sul para Norte. No lado de cá.
 
Depois, quando fecho a janela, faço carícias ao rio que vive longe de mim. Iço as velas e faço-me ao mar… pela rota da canela. No arroz que é doce.
 

Vou vendo e vou meditando,

Não bem no rio que passa

Mas só no que estou pensando,

Porque o bem dele é que faça

Eu não ver que vai passando.

 
                                                        Fernando Pessoa
 
Às vezes, quando penso no rio, uma lágrima desagua no mar...
 

 

 

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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

sadina

 

   Setúbal é a minha cidade

 

Setúbal morfologicamente falando é um nome. Próprio. De pesca e de rio. De porto e de praias. Também de gaivotas. Feminino. Género serrano. Número sadino. Não se interessa por regras gramaticais que lhe subtraem a sua grandeza. Setúbal é um topónimo inscrito no mapa que nos delimita as fronteiras. Um mapa que nos tolhe os movimentos. Um mapa que nos diz onde começamos e acabamos. Eu comecei ali. Acabarei por aqui.

 

Um mapa que não que nos confina a língua que é do tamanho do mundo. Apesar da sardinha soar com dois rês… Palavras ditas nos versos de Bocage. Música cantada na voz de Luísa Todi. Uma serra amada e cantada por Sebastião da Gama. Poemas frescos e amenos, com rimas embrulhadas na areia da praia. Com os versos mesclados com a vegetação mediterrânica da Serra.

 

Setúbal é uma cidade. Enleia-se no rio e faz amor com ele. De madrugada. Ele beija-lhe os pés e diz que a ama. E o mundo pinta-se de azul. Ouvem-se êxtases aniladas. E há a serra. O verde exalta outra paixão antiga. Feitiço, evidentemente. Poligamia, também. E depois, se é permitida pela religião que praticam? É crime o amor, a harmonia? E a poesia, a cumplicidade? Os três numa orgia de sentidos, de cores e de emoções. De tantas surpresas. Um amor selvagem de corpos nus.

 

Nasci ali. No Convento de Jesus. E tenho saudade, mas não sei de quê. Uma nostalgia fragmentada por reminiscências difusas. Sumidas em tempos e espaços que não voltarei a ter. Que deixei. Perco-me em divagações e oiço claramente a concertina do meu avô.

 

E tenho saudades da escola que nunca mais vi...

 

 

O Sol já se escondeu...
Precisamente quando,
feliz,
eu desatei a cantar.
(Só por feliz eu cantei.)

Agora quero acabar,
que já me dói a garganta,
mas vou ainda cantando,
temendo
dar por mim de novo triste
assim que esteja calado.
(...Como se a minha Alegria
nascesse de eu ter cantado.)

 

 Sebastião da Gama, Serra-mãe, 2ªEd. (1957)

 

Fotografia de Olhares

 


Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

à janela - por causa dos robalos / parte I

b j j

          Salvem-me! 

 

O sol anunciara a chegada do alvorecer. Com ele vieram os pardais. Sem pedido formal, caligrafado em folha azul de vinte e cinco linhas, entrou pela janela. Acariciou, primeiro. Beijou muito de mansinho. Amou ao amanhecer. Os seus raios luminosos afagaram rostos. Aqueceram os corpos. Aureolaram vidas.

 

Os braços espreguiçaram-se. As bocas murmuram sabores a café. Admirável! Da cafeteira azul-esmalte que aguardava ao lado dos tições ateados bem cedinho. Devagarinho, não fossem eles acordar. Uns após o outro, todos cessaram o sono. Nas camas, os lençóis, brancos alindados por rendas urdidas ao longo dos anos, declararam-se ao sol. Contavam-lhe os sonhos que a noite engrandeceu. Traidores! Nas camas de ferro. Brancas. Só uma era azul com maçanetas douradas. Todas as semanas eram limpas. O brilho fazia-se com jornais.

 

À mesa, na cozinha aquecida pelo lume que crepitava na chaminé, antecipava-se o almoço. Os planos estendiam-se em cima da toalha às flores, de acordo com o apetite de cada um. Era sempre assim, em Agosto. O resto ocorria ao intervalo do que não fora delineado. E tanto que acontecia nos instantes que remanesciam dos propósitos matinais. Ditosa terra. Venturoso rio. Ambos subiam ao cimo das vontades libertadas por nós. A qualquer momento, generosamente.

 

- Vou aos robalos.

- Vou contigo.

- Só vais empatar.

- Não vou!

- Teimosa!  

- Pois sou!  

 

E fui. Comigo ele cedia sempre. Descemos a duna com um balde na mão. Progredíamos em silêncio e sentimos o peso dos robalos. Na outra mão umas galochas de borracha. Altas, quase até às virilhas, por causa da água. No balde também seguiam umas sapatilhas estranhas. Um apoio em madeira de trinta ou quarenta centímetros, com uma alça de corda ou plástico, não me lembro com precisão. Uma coisa esquisita. Um artifício pesqueiro. Como uma chinela de verão. Uma base e uma só tira. Mas muito grande, a base. Uma invenção que coibia os pés de se atascarem no lodo. Garanto que não foi fácil. Andar com aquilo calçado correspondia a não saber andar. O que para mim constituía um retrocesso intolerável. Pés desorientados. Passos perdidos. Corpo desamparado. Ele tinha razão. Eu só empatava. Todavia nunca lho disse. Não fosse matutar que tinha razão. Mas fui!

 

Entrámos no bote. Pequenino. Naquele dia o seu percurso fora alterado. Ele era a ponte entre a praia e a traineira. Uma embarcação de pesca, principalmente de arrasto. As trainas, grandes redes para aprisionar sardinhas, deram-lhe o sobrenome. A traineira era presunçosa e corpulenta. Vestia-se de azul. Não descia ao areal. Por uma questão de hierarquia. Isso era trabalho de bote. Ela baloiçava-se beijada pelo vento. Acariciada pelas ondas. Entre o rio e o céu. Azuis como ela. E ele não se importava.

 

- Posso remar?

- Não sabes.

- Sei!

 

E remei. Ele esquecera-se que me havia ensinado. Tantas coisas que ele me ensinou! Algumas já não sei e tenho pena.

 

 

Page copy protected against web site content infringement by CopyscapeFotografias de Jorge Soares

Estou: admirada

à janela - por causa dos robalos / parte II

 r   O bote galgava metros de tranquila baixa-mar. O vento falava em voz baixa. Acariciava-nos os corpos. Não nos importávamos com a sua direcção, nem com a intenção, Aquele era bem intencionado. Somente uma brisa que voava por ali. Baixinho. No meio de tudo. No meio do nada. No silêncio do marulhar das ondas. Pequeninas. No meio do mundo pintado de azul. Com a maré baixa podiam-se ver os cabeços de areia e adivinhar os olhos de água. E ele explicava. Mostrava que conhecia o rio. Que o sabia de cor. Não lhe guardava rancor pelas traições experimentadas ao longo da vida. Ao sabor das marés.

 

- É acolá.

- Onde?

- Naquele banco de areia.

- Banco?

- Não sabes nada!

- Sei!

 

O rio estava adormecido. As águas tinham ido para o outro lado, talvez à procura de quem soubesse remar. O rio mostrava-se do avesso. Orgulhosamente despido de preconceitos. Pavimentos de areia. Chãos de lama. Poças de água. Lá dentro os peixes que, desatentos, não compreenderam o fluxo da maré. Permaneciam ali na expectativa que ela voltasse. Sabiam que voltaria. Ciclicamente. Um ciclo que dependia da Lua, do Sol e da Terra. Marés vivas e marés mortas. Eles sabiam. Preferiam as vivas. Tinham mais água para nadar.

 

- Despacha-te!

- Porquê?

- A maré vai encher…

- Eu sei!

 

Não sabia andar naquelas coisas. As sapatilhas tolhiam-me os movimentos. Usurpavam a minha autonomia de aprendiz de mareante. Ancoravam-me os pés. Ele corria de poça em poça. As suas mãos ágeis apanhavam peixes tramados pelo sobe e desce das águas. Um. E depois mais outro. As suas mãos sorriam de contentamento. As suas mãos arrastavam saber. E o prazer que ele tinha! Dei por mim a pensar que tinha sido intenção deliberada do rio. Deixar-se pescar por dentro. Por ele. Por isso, vazou.

 

- Mais um!

- Um quê?

- Um robalo!

- Eu sei!

 

As minhas pernas não o acompanhavam. Ele saltava de peixe em peixe. Transpunha todos os obstáculos gizados nas carapaças vazias dos berbigões e dos canivetes. Há quem lhe chame longueirão, mas ele não gostava. É, presumivelmente, o marisco que mais gosto a mar tem. Vive enterrado na vertical. Um aprumo de vidas sepultadas na areia. Costumávamos apanhá-los com sal, à mão. Depois, abriam-se, sobre uma chapa de metal, ao lume da rua. Comiam-se regados com sumo de limão. Dos limoeiros do quintal.E a cozinha cheirava e sabia a rio. E ele continuava a regozijar-se.

  

- Mais um!

- Um quê?

- Um xarroco!

- Eu sei!

  

E lá vinha a história do costume. Que o xarroco era um peixe feio. Predador medonho. Que apesar da "cara de poucos amigos" era fantástico. De todas as maneiras. Frito com arroz de tomate. De caldeirada também. Bicho danado, que se escondia na areia à espera que as presas passassem ao seu alcance. Comia-as num ápice. Também, com uma bocarra daquelas!

  

- Mais um!

- Um quê?

- Um choco!

- Eu sei!

 

Mais não! Antecipei-me. Pedi-lhe que explicasse tudo no dia seguinte. Já estava cansada de tanta cultura piscícola. E ele avançava como peixe na água…

 

 

 

 

Page copy protected against web site content infringement by CopyscapeFotografia de  Momentos e Olhares (Jorge Soares)

 

Estou: admirada

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

à janela - devaneios pelo cinema

Estuário do Sado monte Comporta, Herdade de Murta, Poisadas, Rio Sado

 

Eu vejo-o assim. Com um megafone. Talvez com um microfone na mão. Com o seu nome rabiscado em letras apressadas. A lona é vermelha. Ele é moreno, talvez resultado da dureza dos exteriores. Tem bigode, talvez por causa do génio. Já ouvi que não há acordo quanto à etimologia da palavra bigode. Uns filmaram-na na China, outros associam-na aos visigodos. Depois, há os que a consideram grega e até mesmo portuguesa. Enfim, uma trajectória de narrativas abertas. Partilho, sem qualquer fundamento,  a tese germânica. Parece que era hábito jurar pela honra do bigode, "Beit Got!". Ou seja "Por Deus!". A gritaria do “corta”, “corta”, de quem desgraçadamente observa os planos de nós. Imagino o mau humor do realizador sentado numa cadeira de lona. Por Deus, berra o homem farto de mandar repetir a cena. Arrufos de contadores de histórias.

 

A sala escurece e lá ao fundo o ecrã reluz. O filme começa com um grande plano. Um rio. Azul. Sereno. Um rio que corre tranquilamente por planícies alentejanas até se abraçar à cidade. Uma linda história de amor. Uma paixão acalorada. Abençoada por cegonhas brancas. Apadrinhada por roazes brincalhões. A câmara procura as dunas, geralmente pouco povoadas. Fixa-se numa. Um plano de pormenor mostra um casario branco. Com barras azuis. Não mais do que cinco ou seis casas. Uma delas eleva-se ao primeiro andar. A janela fez-se olho da câmara e mostra o rio e os arrozais. O areal... São cenas repetidas. O passado sobrepõe-se ao presente que está ali. A minha cabeça está cheia de murmúrios. São sinfonias com cheiro a maresia.

 

Disperso algures pela plateia, um homem toca concertina em animada interpretação. Toca-lhe como acarinhava a mulher. Sabia-a de cor por tantas vezes a executar. Tinha sempre audiência. Não muito longe dele, uma menina sustem o impulso de lhe falar, de lhe dizer o quanto gosta de o ouvir. Por essa altura, já os espectadores, homens, mulheres e crianças, se tinham dado conta que se tratava uma realização em registo de amor. De alegria. De vez em quando, o homem da concertina recita poemas. Quadras que inventa no momento. E ri. Os figurantes aplaudem nos seus corpos sentados nos degraus de uma escada que conduz ao piso superior. As personagens secundárias gritam enfado. Mas riem e cantarolam também. Os acordes do acordeão escapam-se com elas pela porta da cozinha. Chegam até ao pinheiro. Manso na sua folha persistente. O corpo arredondado sugere um guarda-chuva, sobretudo no Inverno. Mas é Verão. No tronco a casca grossa, parda e muito gretada denuncia-lhe a idade. No lugar dela surge uma coloração castanho-avermelhada. Num dos seus braços baloiça-se um balancé de corda. A menina adora-o e brinca com ele.

 

A câmara alonga-se num plano de conjunto. Fixa-se na fonte. Mostra as piteiras orgulhosas dos figos suculentos. Mas os picos, senhor! Colhem-se com uma tenaz e rolam-se na areia. Os pormenores passam em forma de analepse presentificada. Técnica de cinema. Um ângulo perfeito. Volta à fonte em jeito de clareamento. O escuro mostra um homem. Alto, com os passos cansados pela idade, cabelo curto. Muito curto. Segue descalço pela areia. Percebia-se que a manhã mal tinha principiado. O Sol ainda não tivera tempo de aquecer o caminho. O homem aproxima-se. A câmara acompanha-lhe os movimentos. Aponta para um painel de azulejos, uma imagem, uma legenda. O Sagrado Coração de Jesus, afinal a fonte tem nome. É lugar mágico, um espaço mítico, inserida num tecido feito de areia e de piteiras com cheiro a rosmaninho. Um lugar poético. Um cântaro vazio espera pelo final do ritual, apesar do cansaço dos braços que o voltariam a encher e a carregar. O homem e a fonte fundem-se num só. A água lava-lhe o rosto, os pés, as mãos. Mata-lhe a sede de viver. Ele acredita que a morte não gosta daquela água. É pura, santa, de nascente. O homem pega na bilha de barro à espera que seja de novo manhã. Repetirá a acção. Certamente!

 

A câmara abre o ângulo, vira-se para a esquerda. Não dá importância ao quintal. Às batatas-doces, às cebolas, nem às melancias. Corre desenfreadamente. Mais para a esquerda, mais... Pára! Acção, grita a claquete. A sala de cinema pinta-se de azul. É um rio. Não! É o rio nos fluxos e refluxos das marés. E os caranguejos escondem-se nos juncos.

 

No areal vê-se um enxovalho total. Uma casa pré-fabricada instalara-se ali. Que abuso! Grita a plateia. Um aglomerado de madeira protegido por fitas que proíbem o contacto de intrusos com a arte. A câmara mostra. Ali se instalou um estúdio de cinema. Um acervo de actores, actrizes, fitas, realizadores, bobinas, projectores, guiões, bandas sonoras, fotografias, ópticas... tudo a falar francês, sem acento alentejano.

 

A minha mãe chorou. Não pela praia, mas por se ver impedida, por uma fita amarela, de entrar na casa que a vira nascer. A fonte é actriz de cinema, mãe! Depois rimos. Rimos com a certeza que nenhum daqueles actores terá melhor desempenho que o meu avô.

 

Numa película a preto e branco... com sabor a mar!

 

 

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Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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Sabes uma coisa "pequenina"? Continuas a escrever ...
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Escrita poética Gostei.
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