Sábado, 25 de Abril de 2009

pronunciar [abril]

reprimo as minhas palavras... sem permitir que ninguém as cale... sempre que me silenciam escondo as palavras no avesso das minhas reticências...

 

 

 
E neste sábado que é Abril… celebro as palavras. As que sei, na minoria de um léxico admirável que a língua tem. As que sonho, na grandiosidade de as ter sentido. As que sonhei, mas que não tive, no assíduo mistério de não entender a causa…
 
Hoje, que é Abril… exalto as palavras livres. Palavras com a barriga atulhada de espontaneidade e muita verdade. Palavras coloridas com verde na esperança e azul no mar… Palavras que rebolam na areia sem medo das poças de água estagnada e do lixo acumulado…
 
Em Abril, grito as palavras do açaimado poeta…
 
- Posso falar?
- Não!
 
… para que nunca mais a resposta se faça numa frase imperativa, tão negativa… e para que me seja permitido pronunciar Abril…

 

 

 

[fotografia de António Manuel Pinto da Silva]

 


Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

d'Abril - por nós

 

Antero Valério(de Antero  Valério)


Hoje é Abril. A efeméride faz-se a 25 com circunstância e pouca pompa... Abril é já mês de nevoeiro com saudades da Primavera que inaugurou. Abril é aquilo que um Homem quiser e seria fantástico que todos quisessem. Querer deixou de ser poder! Poder é cada vez mais querer... e há quem possa.

Agora apetece-me cantar Abril. Escancarar as portas e janelas que Abril abriu, até as minhas que em Abril nasci.

 

Hoje é Abril, todavia na minha cabeça é Janeiro... está um frio de rachar... parece que o mundo inteiro se uniu para me tramar... Obrigada, Rui Veloso! É isso, sinto-me tramada!

 

Hoje é Abril?

 

 

O novo diploma de gestão escolar, decreto lei n.º 75/2008, já foi publicado no DR. Tem muitos aspectos altamente preocupantes. Com a aplicação do novo modelo de gestão escolar, previsto para Maio de 2009, com os procedimentos a terem início em Setembro de 2008, fecha-se o círculo: fica pronto o edifício legislativo da recentralização curricular e pedagógica, da extinção da liberdade pedagógica dos professores e da governamentalização e politização das escolas.

 

Quando os directores tomarem posse, ninguém os pode acusar de estarem a trair os professores. Os novos directores não representam os professores e não respondem perante eles. Os novos directores são funcionários, ex-professores, que respondem perante duas tutelas: o ME e as câmaras municipais.


A partir daí, acabou a democracia nas escolas. Os quatro aspectos mais gravosos do decreto-lei são:

- O director designa os coordenadores de escola ou estabelecimento de educação pré-escolar;
- designa os coordenadores dos departamentos curriculares e os directores de turma;
- selecciona e recruta o pessoal docente, nos termos dos regimes legais aplicáveis;
- designa os membros do conselho pedagógico.


 
 
 

Isto representa o fim das eleições nas escolas. A morte da democracia escolar.O calendário estipulado no diploma prevê que, até final de Maio de 2009, estejam concluídas todas as etapas do processo, incluindo a alteração dos regulamentos internos dos estabelecimentos e a eleição do primeiro director.


O decreto-lei, que entra hoje em vigor, dá às escolas 30 dias úteis para que desencadeiem a eleição do conselho geral. Porém, no entendimento alcançado recentemente com os sindicatos, o ministério admitiu que esse prazo pode ser estendido até 30 de Setembro.

 

Ramiro Marques

 

 


Hoje foi Abril... Os cravos estão a transformar-se em cortiça. Vou ouvir  a liberdade feita em palavras... um presente de amiga. Obrigada. Rejubilemos amanhã.

 


 

Estou: Admirada!

Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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