Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

patear

 

 

e por tanto patear, até chego a pensar que o pato plagiou as penas do pavão. que disparate! como se a ave galinácea deixasse!! eu é que nem reparei que o lindo palmípede é de verdade. não foi por mal. é que por força da vaidade, há muita ave a acusar o pavão.

 

 ser vaidoso sem ter arte é coisa condenável. a estéril vaidade não merece perdão. o pato é um pato. o pavão é um pavão. só não vê quem tiver fraca a visão, pois a prosápia é humana condição. nem consta que a bela ave tenha interesse pela mitologia. de narciso nunca ouviu falar. e, em sinal de desagrado, o pato pateia com as patas no chão que o narcisismo é um mal global. grasna ele e grasno eu.

 

fotografia de Jorge Soares

 

 


Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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