Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

bolar

Chegamos ali e paramos. Às vezes admiramo-nos, outras voltamos para trás. Redemoinhamos em torno de vontades determinadas. Adivinhamos o desfecho, sem direito ao admirável desconhecimento da narrativa. Caminhamos em círculo. Cada vez mais fechado. De cá para lá. Sem sair daqui. E depois, estonteados, declaramos que é a vida. Arredondadamente. Como uma bola que se esgota a jogar na esfericidade de existir.
 
Goloooooooooooooooooooooooo! Vai ser golo, vai ser golo...  Não foi! Mas poderia ter sido se não fosse o poste. Ou a barra. Golo certo falhado. Perdida incrível. Por cima. Ou foi ao lado?
 
Goloooooooooooooooooooooooo! Agora foi! Do adversário. Sem defesa possível. A bola teceu uma trajectória e aninhou-se no fundo da baliza. Entrou direitinha! Ou não?
 
Goloooooooooooooooooooooooo! Jogada fenomenal! Uma finta fantástica. Empate. Merecido, sem dúvida. Apesar de ter resultado de um livre mal assinalado. Mas foi! Ou não deveria ter sido?
 
Por vezes, tudo me parece um relato de futebol. Sem golos ou sem lances de perigo, lento, pouco emotivo em termos de decisão. Redondo. E a bola reinicia a jogada invariavelmente no meio campo. Sempre da mesma maneira. Ao pontapé! Sempre no meio… de um terreno retalhado em duas metades.
 
Goloooooooooooooooooooooooo! Admirável golo de vitória.  Só contam os golos de vitória! Os outros não valem…
 
 
imagem da internet
 
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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

jogar

  da Internet

 

 

A bola rebola

de cá para lá

num jogo ofendido

em campo perdido

desafio a correr

de tanto saber...

 

Percebem-se silêncios e ansiedades. Tremores e presunções. A bola aquieta-se. Depois, sai a correr para o campo de lá. A jogar. Mas os passos são curtos e é empurrada para o lado de cá. Movimenta-se junto à linha. Sem rede. Sabe que não a pode pisar. Só que pisa. Fora! E ela reentra e movimenta-se pela esquerda. Apressa-se e ataca. Erro tamanho! É sacudida. Esmurrada. E como se já não bastasse, pontapeada. Que crueldade colossal! Bola parada, volta a correr. Sobra para o outro. Mais um pontapé. Não desiste. Para cá, para lá. Pelos flancos e vem ao centro. Não gosta. E escuta aplausos, ignora os apupos. Entusiasma-se no desassossego de jogar. E aí vai ela. E é. Não foi. Quase! Salta e corre e salta. É impelida pelas faltas pessoais. E corre para o campo contrário. Dizem-lhe que o pontapé é livre. Não percebe. Pergunta quanta liberdade tem. Dão-lhe uma ração de quarenta e cinco minutos. Duas vezes com intervalo. Por vezes mais. Só quando há prolongamento. E persiste. Rola e rebola. Falta! É falta! Zás! Mais um pontapé. Assim não dá. O importante é estar no seu lugar. Driblar. Saltar por cima e voltar a jogar.

 

Masoquismo, decididamente. A bola é sexualmente perversa. Envolve-se num acto de amor real. E todos contemplam um espectáculo de humilhação pública. Espancada, atada e submetida ao sofrimento. E o prazer sexual, deste redondo ser, consolida-se na mágoa. Ameaçado e submetido a abusos. E persiste em correr de lá para cá. De cá para lá. Para fora. Ao lado. Dá canto. Dá? Não foi! Está a ser. Quase…

 

 


Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

nascer

meninos para o futebol

Sempre tive para mim que nascer é um verbo admirável. Só nascer. Às vezes renascer. Mas poucas, porque não acredito nessas coisas. Entre o nascer e o morrer está a vida. Que é um percurso. Curto, sempre. Quando longo é insuficiente, porque a morte chega sempre adiantada.

 

Nasce o Sol. Nasci eu. Nascem as papoilas no campo. E na pernada do sobreiro há um ninho. Estou a ouvir os passarinhos. Nascem palavras das discussões. E são demais. Dizem o que querem. Arrependem-se depois. E nascem romances grandiosos. E poemas. Por vezes, nascem amizades sublimes. Para a vida. Também na morte. E de estremecimentos transpirados. De indecisões contidas nascem viçosas cartas de afectos declarados. Quem sabe se também nasce o amor. E dos casulos nascem as borboletas. Bichos-da-seda que só pensam em comer e comer. Nas amoreiras as folhas nascem verdes e as amoras negras. E da rota da seda nascem histórias e lendas. Verdades e mentiras. E riquezas. E se tudo acontece deste modo, está bem assim. Certo é, certo está. Nascem desejos no corpo e arrependimentos nas mãos. Na boca nascem palavras de emoção. No canteiro do jardim, nascem rosas amarelas. E alfazemas disfarçadas de alecrim. Um ribeirinho nasceu ali. Tão pequenino. E corre, corre, corre. E já muito extenuado enlaçou-se no rio e, os dois, correram até lá chegar. E, deste modo, nasceu o mar.

 

Nascem homens e mulheres. Nasce a esperança. E há muitos anos nasceu o Menino Jesus. Fez-se homem. E nasceu a crença. E nasceram atritos. E injustiças e guerras. Eu nasci tranquilamente no convento. Que nasceu hospital. Numa terra que nasceu azul. Por causa do rio que se despejou no mar. Depois saí. E nasci assim.

 

A natalidade é desgosto tremendo. As aves perdem as árvores. Queimadas. Coibidas no jardim. As flores não olham para os montes e vales. A paisagem é urbana. Naturalmente! E os meninos e meninas não têm espaço para aparecer. E o país lamenta o que tem. Que em vez de nascer, envelhecem e morrem a seguir.

 

E fiquei a saber o verdadeiro drama da carência. Disse na televisão que é fonte credível. Com imagem e som. A cores. Garantia a senhora que isto agora é uma maçada. Que já não se fazem meninos como antigamente. Que as consequências são avassaladoras, acrescentava. Muito versada no assunto. É que sem meninos, os jogadores de futebol acabam.

 

E percebi que o meu clube não pode fazer milgares. E é forçado a procurar jogadores no lado de lá. E acolá. E viva la Espanha! A senhora fez a sua parte? Eu fiz a minha. Dois rapazes. Apenas errei nos nomes. Ninguém nasce perfeito!

 

Fotografia de João Palmela

 


Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

o mar do meu país

p sombras de Portugal

 

Do meu país entrevê-se o mar. Mas o mar já perdeu a paciência. Esqueceu as descobertas. Cancelou as invenções. O mar do meu país está triste. Deixou de sorrir. Desaprendeu a letra da canção. O meu país já não sabe aparelhar os barcos. E ignora quem está além-mar, porque estranha o que acontece aqui. O mar está confuso. O azul-marinho é já azul-turvo. Da cor da decepção.

 

Foi uma terra de gemidos sofridos. Contidos e controlados. Cristalizados ao longo dos anos. Um dia, acordou bem cedinho e fez-se à água. Pegou em armas que não disparou. Com uma flor edificou um jardim que o sol iluminou. O Sol brilhou no céu. As raízes absorveram a água. As folhas absorveram o dióxido de carbono e a luz do Sol. As folhas transformaram a luz solar em açúcares e as flores cresceram.  Briosas. Benfeitoras na alforria de oxigénio para o ar. Admiráveis. A Lua foi para a cama. Fechou os quartos. Apagou a luz, adormeceu e acordou cheia de vontade. Só que o Sol ergueu-se primeiro.

 

O meu país imitou a estrela. Espelhou-se nela. E pediu ao planeta que fizesse as marés. E ele fez. Para cá e para lá. Para cima e para baixo. Movimentos ciclicamente repetidos. A notícia galgou o mundo. Uma preia-mar de comoções e canções. A flor desabrochava. O meu país deu risadas de Abril.

 

Depois vieram rumores vindos daí. O país cumpriu-os. Aliou-se à força dos outros, persuadido que a pujança era contagiosa. Só pelo contacto. E também pelas vozes que proferiam discursos arranjados e encomendados. Erro tamanho! E o meu país dobrou a melancolia. A maré arrastou-o para a praia. O barco já não navegava. Ficou por ali a ver os outros partir e florir.

 

Ele chegou e tudo se transfigurou. O meu país tornou a sorrir. E pintou-se de verde e vermelho. Com pedacinhos de amarelo. E reaprendeu a canção. Esqueceu que uma vez a praia foi de lágrimas. Dúvidas. Medos. Alguns segredos. E partiu seguro da vitória. Não se recordando da História.

 

Às vezes, o meu país suspende o canto. As lágrimas desejam o mar. Às vezes, o meu país não sabe onde está o mar. Ignora que Adamastor chorou. O pobre amou e ninguém notou. A gente do meu país derrama lágrimas salgadas com o sal do mar que é seu. E quer rir. O meu país assumiu as gargalhadas de Junho.

 

Ninguém reparou que o mar se cumpria. Que D. Sebastião não voltou. Porque o nevoeiro não o mostrou. Porque é um mito do tamanho de um país e, apesar de prodígio, não driblou o inimigo. Foi uma desgraça. O sofrimento e a esperança sustentaram a aflição do meu país que cantou em uníssono árias de vitória. Uma terra que esqueceu os oponentes. E nem reparou que os adjuvantes eram de papel. E o meu país está triste. Chora a veleidade de ter dissipado a espessa névoa. Tão triste e tão choroso! O meu país silenciou-se na derrota. As cores já debotam à janela. E ele foi-se embora. E acordam sorrisos amarelos.

 

E agora que os heróis não se cumpriram. Que as vitórias foram balelas. Que a euforia mirrou. O meu país vai contemplar o mar?

 

O meu país permanece a chorar. Com fundamento. E já tenho saudade do mar de pátrias lágrimas sem razão…

 

Por que motivo a Europa foge a sete pés sempre que nos aproximamos dela? Eu cá não arranjo resposta. Não sei não!

 

E veio-me à memória a Península Ibérica a vogar pelo mar n' A Jangada de Pedra.  Saramago deve ter-se enganado. A Espanha é que não. O melhor é mantermo-nos quietinhos. Acomodados à nossa quixotesca e afadigada periferia e de mão aberta para os fundos. O mar e o sol ficarão por nossa conta. 

 

 

 

 

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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

bandeira

pA mulher entrou no autocarro à pressa. Nos gestos altivos via-se a determinação de não ficar para trás. Nos olhos desvendava decisões acertadas na véspera. Talvez ao jantar. Eventualmente no silêncio da noite. Na cama, ela completara o rol de afazeres. Um conjunto de coisas descritas e enumeradas. Uma relação de actos que não cabe no dia. Por isso, entra noite dentro. Chega ao quarto. À cama onde se aconchega em lençóis em puro algodão liso. De originalidade e qualidade comprovadas em etiquetas formais. Todos os artigos são alvo de rigorosos testes no nosso laboratório, leu no catálogo. Por isso, os comprou. Uma lista rabiscada que cumprirá milimetricamente. Sempre com urgência. Sempre  com ideias fixas.

 

Uma saia evasé na base tapava-lhe os joelhos. Estampado às flores a anunciar o regresso do Verão. E a sua feminilidade. Um padrão actual desenhava umas floritas brancas num fundo cinzento-escuro. Uma camiseta branca, generosa no decote, mostrava um colar de brancas esferas armadilhadas numa corrente de elos prateados. Os pés despiam-se numas chinelas brancas. Uma tira larga resguardava os dedos com unhas vermelhas. Uns atilhos mais finos envolviam-se com os tornozelos. Como a Thunbergia alata da minha avó. Ela não conhecia nome tão erudito. Zelava com muito carinho a sua amarelinha. De tal modo que a trepadeira de magníficas flores amarelas pensava estar acima do bem e do mal. Todavia, todas as manhãs percebia que era escassamente uma menina vulgar. Amarela e Vaidosa. Embora a avó a protegesse com caretas de jardineiro.

 

Cabelos curtos com as pontas alongadas. Assimétricas. Louro-escuro. Hoje, as mulheres pintam o cabelo de amarelo. Ou de vermelho. Um destes dias não há cabelos castanhos nesta terra. Outrora havia. A típica mulher baixa, morena, cabelos pretos ou castanhos, tradicional não se sentia ali. Aquela ostentava bagatelas de modernidade globalizante. Talvez 45 ou 50 anos. Bonita, considerei.

 

Entrou e sentou-se. A mala que transportava ao ombro aninhou-se no colo. Enorme. Branca em harmonia com as sandálias. Com fecho. Com bolsos. Com correntes. Com um lenço atado a uma das alças. Um lenço acanhado. Engelhado e a fingir de bandeira. Por desfraldar. E eu fiquei a perceber como se amava com o coração. Aquele lenço enfezado não era uma bandeira. Não podia ser.

 

Também as janelas expunham nervosas bandeiras. Algumas envergonhadas, já que misturadas com roupa presa no estendal. Outras desencorajadas, já que embrulhadas com cortinados descorados. E mais umas disputavam a terra de recipientes floreados. Pálidas e cansadas. A mala branca permanecia em silêncio sobre os joelhos da mulher. O lenço também.

 

Tempo houve que Portugal se gritava com lágrimas de chorar. Num sossego contido e orientado por gente que se orgulhava sozinha. Era um vocábulo sem amigos. Desconsolado. Isolado. Paciente. Tinha bocas silenciadas mesmo quando entoavam hinos de fé. Tinha mãos duras e cerradas mesmo quando exaltavam a bandeira.

 

Um dia a bandeira desfraldou-se. Cobriu-se de verde e vermelho. Encontrou amigos e disse que sim. Orgulhosa. Vaidosa. Afirmou-se nação. Língua. Povo. País. Símbolo.

 

A mulher deixa o autocarro. Com a mala branca e com um lenço amarrado a fazer de estandarte.

 

A mim acodem devaneios cabisbaixos. Que ao ar livre, a bandeira iça-se ao nascer do sol e arria-se ao pôr-do-sol. Que deve ser erguida com determinação e descida com cerimónia. Em todos os feriados nacionais e datas comemorativas, nos edifícios públicos e de entidades nacionais. Instantes emocionantes, calorosos. É Portugal que se hasteia. E chora de comoção. Pelo lenço não.

 

Tinha que ser o futebol a ressuscitar a minha bandeira? Tinha?

 

Mas a minha bandeira tem as cores do meu país. E a minha bandeira não é do futebol. E o meu país não se reduz a uma bola a jogar. E o fado não conta?

 

Nota - Estou furiosa! Portugal perdeu com a Alemanha. Outra vez! Lá se foi a hipótese de ver a minha bandeira hasteada...um dia será, eles é que não.

 

(A bandeira é de Portugal, porém a imagem é da Internet)

Estou: admirada

Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

pelos poetas - definições arrojadas

 

ler Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda-as para realidades impossíveis, tornando-as incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem.

 

 

Pedi, hoje, aos meus alunos que falassem de poetas. Isso mesmo, “O poeta é...”. A intenção era começar pelo autor para chegar ao poema e à poesia. A tarefa não foi, de início, bem aceite. É que os meus alunos aborrecem-se com a escrita. E enfastiam-se a pensar. É tudo uma canseira. Nada melhor, dizem eles, do que o professor ditar apontamentos. Fantástico mesmo é uma ficha com tudo escrito. Assim como uma lata de salsichas para cachorros-quentes. Com abertura fácil. Tem sempre a enorme vantagem de dispensar o abre-latas, instrumento obsoleto que só complica o processo. Basta abrir. Pensar é que não. Não é que a culpa seja deles. Até penso que não! Mas como a culpa não morre solteira, alguém tem que assumir este pântano de facilidades, de aberturas fáceis em que os nossos jovens se enlatam diariamente. Essa coisa de estar sempre a culpar o sistema já irrita. Particularmente, porque não estou a falar de futebol. Desculpem, mas não consigo ver nas pernas e nos pés dos meus alunos dribles espantosos e muito menos uma jogada estudada. Também nenhum deles se chama Ronaldo ou Luís. Podem sempre mudar, lá isso podem.Todos acreditam nas suas potencialidades. Todos se vêem ases da bola. Todos fantasiam um futuro jogado num relvado verde, com muita assistência e com contratos de milhões. Porque é essa a realidade com que se deparam todos os dias. Na televisão, nos jornais, nas revistas... os craques da bola são sempre a primeira página. Para eles a luz da ribalta. São as vidas caras, as caras da vida deste país que nutrem os sonhos dos mais jovens numa verdadeira euforia à inglesa. Mas muitos ainda não olharam para os seus pés. De barro, em muitos casos.

 

 

Nada contra, até gosto de futebol. O problema está na perda da consciência da vil realidade. E é neste mundo de facilidades que a maioria dos nossos jovens vive. Assim, alienados. Tal como o país. Acreditou que era europeu. Bastou-lhe assinar um tratado para se sentir espanhol, sueco ou finlandês. Puro engano. Por muito que isso nos custe, Portugal apenas é, cada vez mais, europeu por casualidade geográfica e a sua alma erra por aí, apostada na imitação de modelos desconformes e incompatíveis com vontades batalhadas há séculos. É este querer reproduzir os outros que me aborrece. Talvez seja por isso que detesto imitações e que elejo o slogan que repete, sem que seja ouvido por quem de direito, que o nacional é bom. Deixem a Finlândia para os finlandeses. E já agora, a bola para o Ronaldo.

 

 

E a poesia é dos poetas que não são passíveis de cópia. E não ter noção que o plágio é um crime que lesa os direitos de autor é coisa feia. Não concordo com a teoria do elogio. Que se copia para engrandecer o copiado. Tretas! Ideias roubadas, são ideias roubadas ponto final. Venham donde vieram. Do Chile ou da Finlândia. De França menos mal. Gosto tanto de acreditar que os bebés chegam no bico das cegonhas... Apesar de nunca ter percebido se falavam a língua de Panoramix. Bolas! Não me tirem isto também!

 

 

E lá foram saindo algumas definições por bocas sem hábitos poéticos. O poeta é um romântico. Um sonhador. Um inventor de palavras. Um fingidor. Um trapaceiro da gramática. Um mentiroso. É quem escreve poesia. Todos explicavam as suas crenças numa língua feita de enormes imperfeições. E continuaram. Um poeta é um sentimentalista. Um criativo. Um poeta é aquele que nos faz chorar. E rir, acrescentou alguém. Eu fui dizendo que sim. Aprimorando as frases, desfazendo equívocos.

 

 

Um dedo levantou-se de repentinamente. Como que animado por uma qualquer ideia brilhante, ergueu-se expedito e determinado a ser atendido. Mal o vi, disse-lhe que sim.

 

 

- Um poeta é um mágico! – Afirmou convincentemente.

 

- Porquê? – Perguntei.

 

- Ora, porque esconde, mostra e baralha as palavras. - Explicou.

 

 

E, nesta aula, ficou acordado, por unanimidade, que um poeta é um ilusionista de palavras.

 

 

Porque

 

“Ser poeta não é uma ambição minha. /É a minha maneira de estar sozinho.”

 

                                                                                                                              (Alberto Caeiro)

 


 (imagem de luradoslivros.files.wordpress.com/)

Estou: admirada

Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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