Sábado, 5 de Julho de 2008

pela mãe

 

g  mãe é mãe e tive uma também

 

Ciclicamente o dia de hoje nasceu sábado. Poderia chamar-se outra coisa qualquer. Nome próprio de artista de telenovela. Apelido de jogador de futebol. Alcunha de estrela daquele filme que provocou lágrimas à mãe e arrepios bem administrados ao pai. Amor? Sim… Quando tivermos a nossa criancinha… Sim? Podemos dar-lhe o nome dele? Não sei, ainda é cedo para pensarmos nisso. Vá lá, amor, deixa… E ali, ele abdicou do nome do seu avô.

 

Sábado. O sexto dia da semana é sábado. Pelo trabalho, pelo repouso. Gosto particularmente do lazer. Os romanos dedicaram-no a Saturno, o deus da agricultura. E celebravam o descanso após a boa colheita. Também eu louvo o arroz-doce da dona Perpétua. Que tem dias. Como eu. Hoje, particularmente doce e com pouca canela. Já se amealha a especiaria?

 

O café. Inevitável. Mesmo que só um ou dois. O coração já não autoriza desregramentos. Controla as nossas vontades. E nós cedemos. Atento, ele alerta! Cuidado! Mais não. Um coração ardente. E lá de dentro sente-se uma ferida que não dói. Mas é um fogo que arde sem se ver. Abespinha. Mói. Apoquenta.

 

Nada que estorvasse as nossa viagens. De palavras. De vocábulos com todos os sabores. Açucarado. Azedado. Arreliado. Apimentado. Picante. Agridoce. Venenoso, também. Temos direito. Porque é sábado.

 

Ao sábado matam-se saudades acumuladas. Fomos lá. Eu gostei de ter ido. Por tudo, mas porque aprendi. É fantástico aprender sempre. Ainda por cima, quando se trata de uma assunto que há muito nos persegue. As respostas não se dão. A gente não sabe e quer saber. A Internet não esclarece. Os livros não sabem tudo. Os adultos não explicam. E hoje, porque é sábado, obtive, finalmente, a resposta. Da boca de uma criança. Fonte mais que verdadeira. Agora já posso dormir tranquila.

 

- O que é a mamã? Perguntei.

- A mamã é a mãe!

 

Entendi. É mãe. Mãe. Não é mamã, mas mãe. Mãe! Com um i no fim e muito prolongado. É mesmo mãiiiiiiiiiiiiiiiiii. Claro que é!


Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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