Terça-feira, 31 de Julho de 2012

no colo das marés

[Santa Cruz, Torres Vedras]

Que faço eu quando o azul é tanto? Que sei eu já se ainda não me mostraste todas as cores que tens nas mãos? Que percebo eu quando não me dizes o que eu vejo? Que caminho percorro se o cantar da minha respiração não se diz com palavras?


Eu vou! Para me agasalhar neste manto de azul. Um manto sublime. De ouro e prata. Com rendas trançadas com fiapos de luz.


Eu vou! Para escrever um poema com os silêncios das palavras que não sei dizer. Mas que escrevo com a tinta das marés. Guardo-o no coração. Como quem guarda a doçura de um segredo. Depois, vou enxugar o meu corpo molhado.


E adormecer no doce colo das estrelas.

 

 


Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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