Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

acordar

Acordou cedo. Os olhos espreguiçaram-se vagarosamente… Amanheceram e espreitaram o reflexo da luz que entrava pela janela ainda presa a ferrolhos nocturnos. Vaguearam pelo espaço que distava entre o seu corpo e os passos dos sonhos que a acordaram. Serenou-os, deitou-os aconchegadamente na almofada de adormecer ilusões emolduradas. Da cor da claridade. Com cheiro a água fresca.

 
Acordou tarde. Sorriu. Embrulhou-se no silêncio da noite. Fechou os olhos e viu o Sol fulgurante que lhe aqueceu as cores frias da sua alma.
 
 
Acordou e escorregou pelo dia com telas clandestinas no olhar…
 
 
[fotografia AAPPL]
 

 


Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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