Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

arder [entre a verdade, a certeza e a ilusão]

la femme du trésorier, Wassili Tropinin

 

 

 

O Sol nasce com tanto brilho no seu esplendor! Solta-se do céu, esbanja regaços de luz... ofusca o meu saber… Enquanto resplendece no delírio da evidência, eu ardo na teimosia de ter razão… tal como o céu, a felicidade é uma utopia.

 

Ao Sol, embriago-me com uma taça de sonhos… E bebo muito. Insano desconcerto… Até sorvo o equívoco. Até a taça ficar vazia… Até ser noite…Até ser dia...

 

Com Sol, a verdade desamarra-se da ilusão… Então, na mais real e  clara realidade, sobra-me tempo para ser feliz…

 

 


Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. [Fernando Pessoa]

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